19.9.08

hmmm

dois, ganhei!

26.8.08

Sorte

Há dias fui à despedida de solteiro de um grande amigo meu.
Quando voltava para casa, fui mandado parar pela BT à entrada da cidade...

Ora eu estava num estado lastimável, quase caí ao sair de dentro do carro, e vi três policias a pedirem-me para soprar o balão... Só que, felizmente, do outro lado da estrada surge um camião que sobe a divisória e capota espalhando um carregamento de tijolos pela estrada toda. Vendo isto os policias começam a correr em direcção ao sinistro e mandam-me embora.

E eu lá peguei no carro e fui todo contente (grande sorte!). No dia seguinte a minha mãe acorda-me e pergunta:

-Olha lá! O que é que faz um carro da Brigada de Trânsito na nossa garagem?

17.8.08

road trip...

sozinho, de carro... fim do dia, um pouco antes do lusco fusco, música num volume consideravelmente elevado... e janela aberta para deixar entrar o ar frio do Guincho pelos pulmões adentro!
aproximando-me do destino, a música que entra pelos ouvidos é, escolhida de forma aleatória, "born to be wild" pela guitarra e voz dos Steppenwolf... só me apercebi de todo o cenário criado a meio da música. fiquei hesitante, "que é isto?" pensei... "esta música, o pôr-do-sol, janela aberta e vento nas trombas..." parecia cena de filme mas não, real. a seguir a essa música seguiu-se outra, esta bem menos conhecida pelo público mas que eu já sabia bem, e de novo voltei a estranhar toda a situação, era "someone great" dos LCD Soundsystem... seriam os deuses a querer dizer-me algo? o destino? não perdi tempo com isso, ouvi de novo ambas as músicas e segui caminho... dei a volta, encostei o carro e... fiquei ali um pouco, na rua, a sentir todo o vento frio na pele e a ver os últimos raios de sol... :)

16.8.08

Mars vs. Venus

HER DIARY:
Tonight, I thought my husband was acting weird. We had made plans to meet at a bar to have a drink. I was shopping with my friends all day long, so I thought he was upset at the fact that I was a bit late, but he made no comment on it.

Conversation wasn’t flowing, so I suggested that we go somewhere quiet so we could talk. He agreed, but he didn’t say much. I asked him what was wrong. He said, ‘Nothing.’ I asked him if it was my fault that he was upset. He said he wasn’t upset, that it had nothing to do with me, and not to worry about it. On the way home, I told him that I loved him. He smiled slightly, and kept driving. I can’t explain his behavior. I don’t know why he didn’t say, ‘I love you, too.’ When we got home, I felt as if I had lost him completely, as if he wanted nothing to do with me anymore. He just sat there quietly, and watched TV. He continued to seem distant and absent.

Finally, with silence all around us, I decided to go to bed. About 15 minutes later, he came to bed. To my surprise, he responded to my caress, and we made love. But I still felt that he was distracted, and his thoughts were somewhere else. He fell asleep - I cried. I don’t know what to do. I’m almost sure that his thoughts are with someone else. My life is a disaster.

HIS DIARY:
Harley wouldn’t start today, but at least I got laid.

31.7.08

nada a declarar

24.7.08

Limpeza étnica - por Mário Crespo

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

Alimentação

Certa vez, durante uma palestra sobre nutrição, em Chicago, um orador dizia à plateia presente:

"A alimentação que colocamos nos nossos estômagos era o suficiente para ter morto a maioria dos aqui presentes há vários anos. A carne vermelha é terrível. Refrigerantes provocam a erosão das paredes externas do estômago. Comida chinesa contém MSG. Vegetais podem ser desastrosos e todos sabem o mal que causam os germes contidos na água que bebemos. Mas há um alimento que é, de longe, o mais perigoso de todos e a maioria de vocês já o comeu ou irá comê-lo, em algum momento da sua vida.
Alguém poderia me dizer que alimento perigosíssimo é este, que causa o maior dos sofrimentos, mesmo decorrido anos após o termos ingerido?"

Um senhor de 50 anos levanta-se e diz: "Bolo de casamento!"